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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Apolínea e dionisíaca

Sou apolínea quando trago a racionalidade e o equilíbrio
sou dionisíaca quando deixo minha subjetividade florescer.
Apolo está em mim quando estou diante o espelho
Dionísio no espelho cabe também.
Apolo prevalece quando prefiro dar vasão à razão,
mas Dionísio me atrai quando à emoção dou razão...
Apolínea quando estudo,
Dionisíaca quando escrevo...
Meu estar no mundo se faz completo quando integro a lucidez de Apolo à embriaguez de Dionísio!
Sou apolínea sem deixar de ser dionisíaca,
racional, objetiva, lúcida...
Sensível, subjetiva, desvairada...
Raptei Apolo e Dionísio do panteão
e os fiz habitar no Olimpo que sou eu.

Condão

Quando escrevo, não imponho limites: Me derramo, me desvelo, A poesia então num ato de cerzir Emenda minha existência com a dela. ...