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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Arrepio

Ah, tocar meus cabelos e penteá-los dessa maneira, nessa sensibilidade, nesse ritmo gostoso assim, sabes muito bem que me derreto. Quando passeias por meu corpo, a soprar, a acariciar minha pele tingida de melanina, ativando meus poros, fazendo-me arrepiar... É tão gostoso tê-lo presente, tê-lo empiricamente, tê-lo em mim!
Ah, quão forma carinhosa tuas mãos dançam em meu corpo, reavivando minhas fantasias mais intensas, relembrando meus orgasmos, meus prazeres incansáveis... quando me tocas, me beijas, assim me possui! Como me deixa tonta, enlouquente, acesa, e me faz arrepiar.
Sentí-lo é também dar-me conta de que estou viva, de que respiro, vivo, toco, sou.
Ah, pena que vens e não permanece, que em instantes me derreto e mesmo assim, querendo que fiques, vás embora tão rapidamente.
Ah, que desprazer, que frustração, que desgosto... Vê-lo indo embora, vê-lo e não tê-lo.
Ah, mas logo voltas e as sensações trazidas dominam-me.
Ah, gozo e estrelas, raios e doçuras fluem do seu tocar-me... do seu beijar-me.
Arrepio, volúpia, desejo: tudo e mais um pouco despertas em mim.

Oh, brisa leve, não vás, não parta, mas faça que em prazer desfaça eu em ti!

sábado, 27 de março de 2010

Lágrimas de Maria


Daqueles olhos corriqueiros
lágrimas fluíam como mel
em prantos,
um rosto deformava-se
e o passado voltava como fel.
Daquele rosto de boneca
o soriso ausentou,
de delírios e lembranças
a própria vida findou...
Das lágrimas o pesar,
no coração somente dor,
na imagem, o desperdício:
mais uma mulher que sofria por amor!

Condão

Quando escrevo, não imponho limites: Me derramo, me desvelo, A poesia então num ato de cerzir Emenda minha existência com a dela. ...