Mostrando postagens com marcador estrada. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador estrada. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Eu sou a estrada


Eu ando por lugares desertos buscando a solidão despovoada,
eu pinto paisagens na memória, com resoluções de aquarela
de alto teor abstrato.
Eu sigo por caminhos sombrios, protegidos por rios e almas,
porque é a natureza quem me fende, me defende,
quem me define, quem me prende.
Sigo o rumo, perco o prumo,
a estrada está em mim,
permanece em mim:
eu sou a estrada.
Sigo, caminhante de mim mesma...
Vou, perscrutando minhas próprias fendas...
R(E)xisto eu em mim.

  

sábado, 17 de setembro de 2011

Poesia de mim mesma

Flanar pelas ruas ardentes e calorosas, pelos caminhos feitos de asfalto,
com um som que nos interpela sem dó nem piedade,
com a garganta sedenta e a alma mais sedentea ainda,
busco no calor dos trópicos, abaixo do equador,uma poesia feita de fogo,
mais ardente que os 40º advindos dos raios solares.
Busco uma poesia que seja firme,que ao me relacionar com ela,
mê dê conta que antes de poetisa,sou eu a própria rima dos versos...
A estrada a me guiar, os versos ininterruptamente a saltar,
o tilintar dos pássaros acompanhando a melodia cardíaca,
os filósofos me devorando, os poetas falecidos sussurrando
e o mundo sendo todo meu...
Busco o que construo, niilismo maldito, ceticismo inseparável,
crendo somente em meus titubeantes passos...
Busco a poesia deformada, caótica,
abençoada por Demiurgo, e idealizada por Artaud,
talvez seja ela a loucura enrustida em sanidade,
mas a busco por ser ela a fonte vital,
aquela de que preciso,
aquela por quem sobrevivo,
a tão e única poesia de mim mesma.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Etapa

"Sem lenço e sem documento, eu vou..."
(Caetano Veloso)

Minhas costas fecham um caminho enquanto
minha face abre outros mil.
Sem mochila, bagagem, tudo é novidade,
é espanto, diante o absurdo misterioso
e sempre renovado da vida.
Não tenho nome, chamam-me loucura,
sanidade é o meu defeito,
controvérsias
cores e contra-valores!
Caminhando por aí,
a estrada é quem me conduz
enquanto meu olhar vagueia pela paisagem
meus pés deslizam por entre as pedras,
e a vida, ah, a vida
sem lenço, sem documento, sem nada segue...
segue...
segue.


sábado, 17 de abril de 2010

Andança


Saí andando pelos asfaltos de Taguá, levantando poeira, enchendo meus pés de pó, partindo da UCB, indo pra não sei onde. Carros, máquinas, fios, postes... edifícios enormes tampam o céu e até mesmo as nuvens pedem para serem vistas. Os centros comerciais daqui vendem a mesma porcaria em qualquer outro lugar do planeta, as regras intimidam, podam, padronizam... E eu onde estou?

Estou na estrada, mochila nas costas, cansaço nas pernas, sonhos e filosofia na mente!

Chutar pedras, pescar palavras, conversar com estranhos, tão estranhos quanto eu para os outros... Ser assim, ir assim, caminhar por aí...

Estradas da Grande Nave, aguardem-me... estou de saída pra não sei onde.

Apenas vou, vou buscar o que nunca tive, procurar o que não se encontra, dar o que eu não tenho, mas mesmo assim vou!!!

Condão

Quando escrevo, não imponho limites: Me derramo, me desvelo, A poesia então num ato de cerzir Emenda minha existência com a dela. ...