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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Sutileza

Não estou apta a "Damares", certames, provas...
Tenho preguiças.
Busco trocas:
Trocas intensas, leais, legais.
Nada de correntes, pactos, propriedades sutis.
Quero a verdade,
A leveza e a 
Liberdade.

De resto, não anseio nada mais.

domingo, 12 de agosto de 2018

Liberdade

Quando eu estiver nua,
Não, não bata na porta.
Estarei ocupada dançando irracionalmente pela casa.

Quando eu estiver nua,
Não, não ligue o telefone.
Estarei com a taça meio cheia,
Preparada para mais um gole

Quando eu estiver nua,
Compreenda:
O sexo não é uma prisão,
Nem mesmo o corpo é...
Há crimes mais perigosos
Do que a nudez do corpo e da alma.

por isso, não me toque,
Se assim eu não quiser.
Não me ame,
Sinto muito em não querer-te...

Mas quando eu estiver nua,
Por gentileza
Contemple:
Estarei revestida da minha mais nobre roupagem,
-Prazer, ela se chama Liberdade.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Ser aquilo que sou... mais nada!


O que poderia eu ser, senão aquilo em que me tornei?
O que poderia eu ser, senão aquilo que sou agora?
Como me contentar com aquilo que não faz parte de minhas escolhas e gostos?
Desperdiçar a vida a vida buscando as escolhas dos outros, desgastando o pouco tempo que me resta com a opinião e o parecer de quem não sou eu... Isso não cabe à minha vida, e talvez nunca caberia! Não conseguiria me sufocar a tal ponto, e deixar que meu oxigênio fosse composto pelo gás carbônico daqueles que permanecem a espreitar-me por pura especulação. A planta de dia fornece oxigênio e ao cair da noite, ela inverte o papel: no lugar do ar sadio, ela solta disfarçadamente gás carbônico. Não sei sobreviver segundo a fotossíntese dos outros, vivo segundo o tilintar sobressaído do meu peito.
Este modo de viver é duro e ousado, perigoso!
Incompreensível... somente eu sei quantas torturas e desafios é preciso enfrentar para ser aquilo que sou e mais nada. Fugir dos padrões e construir o que sou, o que somos, é viver exilado, marginalizado, extinto de um estilo de vida pregado pela mídia e pelo sistema devorador de autenticidade.
Digamos não à padronização humana!
Digamos sim à essência de cada sujeito!
Sejamos aquilo que somos... e mais nada!

Condão

Quando escrevo, não imponho limites: Me derramo, me desvelo, A poesia então num ato de cerzir Emenda minha existência com a dela. ...