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terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Pausa

Deitada em teu peito, as horas sequer passam:
Até elas cessam seu transcorrer inebriadas por nosso momento,
À espreita:
Querem teu colo, teu peito, teus braços, tuas mãos.

Fecho os olhos,
Tempo não há mais.
Apenas gotas de prazer transpiram
Tal orvalho no corpo desnudo meu.


Tua barba me acaricia,
Tua boca me atiça,

Teu toque me embala.

Teu desejo me tem.

Eu e tu:
Pausadores do tempo,
Cancioneiro do prazer,
Cálice transbordante de desejo,

Poetas náufragos:
Intensos amantes...




domingo, 6 de abril de 2014

Beard

Uma barba afiada a me ouriçar,
desnudando meus mudos mundos desnudos:
enlouqueço,
estremeço,
adormeço...


Condão

Quando escrevo, não imponho limites: Me derramo, me desvelo, A poesia então num ato de cerzir Emenda minha existência com a dela. ...