Mostrando postagens com marcador poemas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poemas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A um amigo...

Certa noite, numa dessas conversas virtuais, pediram-me para compor um poema:
um poema que falasse dos riso saído
do papo agradável
do inglês não dito.

Pediram-me para compor uns versos
que retratasse a graça da vida,
a música preferida,
a infância perdida.

Queriam que eu transfigurasse nos versos
a singeleza da flora,
a beleza da fauna,
a conquista da alma...
o sabor do saber.

Pediram-me, suplicaram-me,
julgando ser eu poetisa
capaz de tamanha proeza...

Mas não, não conquistei ainda a sensibilidade
de reunir num único poema o singificado de um alguém tão cômico...

quinta-feira, 25 de março de 2010

sobre poetas, poetisas, versos e poemas...




O que seria então os poemas,
senão um jogo de paradoxos, antíteses, mimesis, metáforas...
O que seria então os poetas,
senão homens loucos, que embriagados, revelam e desconstroem a realidade escondida em palavras...
Pergunto-me então, o que seriam as poetisas
senão amzonas insanas, parteiras, maieuticamente dando vasão a seres com vida...
Sim, os poemas são seres viventes, superiores, marginais,
escondidos, revelam-se imortais!

Os poemas libertam que os dá vida,
e aprisionam quem os servem de inspiração.
Preferiria eu, conhecer antes o mistério contido em cada verso
ao alcançar a imortalidade de uma vida sem poesias...

Ah, os poemas, os versos, poetas e poetisas
que seres são estes: ambíguos, únicos, miseráveis e nobres!

Condão

Quando escrevo, não imponho limites: Me derramo, me desvelo, A poesia então num ato de cerzir Emenda minha existência com a dela. ...