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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Amo'ela


Um novo universo se abre
ao se abrir pra mim dois pequeninos braços,
novas percepções chegam
ao nascer sempre as descobertas de minha princesa...
Não sei ser mãe, ainda, mas tento,
incluo a cada dia em minha dieta de ser feliz
a presença significante de uma lua sempre crescente:
ela cresce no amor,
ela cresce no tamanho,
ela cresce em meus braços
e são nesses momentos que percebo, atônita
o significado de uma nova vida,
vida nova que saiu de mim,
que desde meu ventre modificou...
Ela precisa de mim, e eu ainda mais dela...
São quatro meses, e lá seguimos nós,
sigo eu a transformação de cada lua,
ela sempre me sorri,
e eu sempre "amo'ela"

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Satisfação em ninar


Hoje chove, hoje esfriou,
hoje no colo, menina ninou.
São olhos castanhos, mais escuros que o mel,
são olhinhos brilhantes que me levam ao céu.
Um sorriso aqui, uma lágrima acolá,
mas em todos os momentos, encantamento lá está.
Em meu colo, uma flor,
em minha vida, Lua cheia de amor.
Rebento meu, que a chuva regou,
emoção minha, em meu colo
uma linda menina, minha canção ninou...

Chove, choveu, chover...
Mas satisfação mesmo, é minha menina
em meu colo estrelas florescer. 

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Minha menina

Fostes gerada em mim,
tens vida própria, és sagrada,
mistério entranhado desde o ventre,
dádiva que não pude negar,
és Lua porque és celeste,
és deusa, és forte,
nasce e renasce diariamente perante os fracos olhos humanos,
mas na verdade, tua existência é eterna...
Regada por poetas e poetisas,
sonhada por Clio,
proclamada por Calíope,
cantada por Euterpe,
embalada por Polímnia,
desenhada por Urânia,
celebrada por Terpsícore,
colhida por Tália,
narrada em sonho por Melpômene,
e concedida a mim por Erato...
És menina, minha menina Lua
adorno celeste, presente na terra dos homens.
Que tua vinda me ensine,
me alegre, me amadureça...
És minha menina, e por isso, sobre a dança das nove musas,
te chamarei Lua.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Eu e ela


Há horas que a Lua me alcança
Há horas que eu alcanço ela
E nessas horas
A solidão me desvela
.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Anti-notícia


"Porque a dor da gente não é noticiada no jornal..."
(Artur da Távola)

Menos mal...
Não é noticiada, mas é compartilhada:
não por mortais, mas pela lua que me banha
com sua luz branca e fria.
Porque a dor da gente é sentida,
curada e esquecida.
Menos mal...

Condão

Quando escrevo, não imponho limites: Me derramo, me desvelo, A poesia então num ato de cerzir Emenda minha existência com a dela. ...