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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Amo'ela


Um novo universo se abre
ao se abrir pra mim dois pequeninos braços,
novas percepções chegam
ao nascer sempre as descobertas de minha princesa...
Não sei ser mãe, ainda, mas tento,
incluo a cada dia em minha dieta de ser feliz
a presença significante de uma lua sempre crescente:
ela cresce no amor,
ela cresce no tamanho,
ela cresce em meus braços
e são nesses momentos que percebo, atônita
o significado de uma nova vida,
vida nova que saiu de mim,
que desde meu ventre modificou...
Ela precisa de mim, e eu ainda mais dela...
São quatro meses, e lá seguimos nós,
sigo eu a transformação de cada lua,
ela sempre me sorri,
e eu sempre "amo'ela"

sábado, 16 de julho de 2011

Façam festa!

À minha pequenina Lua
Façam festa, façam festa,
minha princesa chegou!
O sagrado feminino, todo ser mulher
das minhas entranhas uma poesia viva tirou...
Entoem cantos, entoem cantigas,
rejubilando o novo rebento,
dou-lhe graças por eu ser cuidadora dela...
A natureza toda se manifesta,
em danças ancestrais
do meu ventre fecundado
um anjo foi arrancado
para este mundo
novo acorde entoar...


segunda-feira, 6 de junho de 2011

Minha menina

Fostes gerada em mim,
tens vida própria, és sagrada,
mistério entranhado desde o ventre,
dádiva que não pude negar,
és Lua porque és celeste,
és deusa, és forte,
nasce e renasce diariamente perante os fracos olhos humanos,
mas na verdade, tua existência é eterna...
Regada por poetas e poetisas,
sonhada por Clio,
proclamada por Calíope,
cantada por Euterpe,
embalada por Polímnia,
desenhada por Urânia,
celebrada por Terpsícore,
colhida por Tália,
narrada em sonho por Melpômene,
e concedida a mim por Erato...
És menina, minha menina Lua
adorno celeste, presente na terra dos homens.
Que tua vinda me ensine,
me alegre, me amadureça...
És minha menina, e por isso, sobre a dança das nove musas,
te chamarei Lua.

Condão

Quando escrevo, não imponho limites: Me derramo, me desvelo, A poesia então num ato de cerzir Emenda minha existência com a dela. ...