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terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Pausa

Deitada em teu peito, as horas sequer passam:
Até elas cessam seu transcorrer inebriadas por nosso momento,
À espreita:
Querem teu colo, teu peito, teus braços, tuas mãos.

Fecho os olhos,
Tempo não há mais.
Apenas gotas de prazer transpiram
Tal orvalho no corpo desnudo meu.


Tua barba me acaricia,
Tua boca me atiça,

Teu toque me embala.

Teu desejo me tem.

Eu e tu:
Pausadores do tempo,
Cancioneiro do prazer,
Cálice transbordante de desejo,

Poetas náufragos:
Intensos amantes...




quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Livro

Carne e papel:
Melanina se mistura à textura
Teu corpo, em folhas
Abrasa minha carne literária.

Tuas carícias saltam do papel
Goteja meu gozo
Como celulose extraída
Da planta bruta que sou.

Interpreta meu prazer.
Sujeita o que sou ao orgasmo do enredo teu.

Condão

Quando escrevo, não imponho limites: Me derramo, me desvelo, A poesia então num ato de cerzir Emenda minha existência com a dela. ...