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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ciranda

Ao passo dessa ciranda eu vou,
eu vou dançar,
alevantando a saia, pra em sua barra não pisar...
Ao passo dessa ciranda eu vou,
eu vou cantos entoar,
elevando a prece singela, à lua bela louvar...
Ao passo dessa ciranda eu vou,
eu vou o chão pisar,
religando-me com o sagrado, aos quatro elementos minha prece elevar.
Ao som dessa ciranda eu vou,
eu vou, eu vou voar:
porque a poesia e a imaginação fazem minhas asas funcionar!
Ao som de uma ciranda eu vou...
Ao som dessa ciranda eu vou...
Vou voar!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Saia-dela

Na gira da saia dela
um balaio de cores, tantas cores,
tantas flores, muitos sons:
que eu me encanto, fascinada,
não digo nada,
me envolvo, me excito
no balanço do balaio de cores dela.
Na cor da pele dela
histórias sem fim,
melanina, mel e canela,
renascendo no fulgor
na barra da saia da moça de cor.
No emaranhado das madeixas dela
pensamentos martelam
enquanto que as cores dela
o mundo conduz...

Condão

Quando escrevo, não imponho limites: Me derramo, me desvelo, A poesia então num ato de cerzir Emenda minha existência com a dela. ...