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sábado, 28 de dezembro de 2019
livr'amante
Nua, emaranhado corpo negro, nos lençóis alvos
Ouço o tic das horas avançar,
Como qual me chamasse
Em tom seduzente.
Eu, a mais loba das mulheres
Talvez, a mais boba, também
Tenho nos lábios a poesia rubra tingida,
E no colo, a liberdade inquieta adocicada.
Trago o vinho, como se fosse a boca do meu amante:
Um poeta, um palhaço, um artista, talvez...
mas sei, sempre sei que nas suas páginas, sempre haverá um amante para chamar de meu.
quarta-feira, 14 de novembro de 2018
Livro
Carne e papel:
Melanina se mistura à textura
Teu corpo, em folhas
Abrasa minha carne literária.
Tuas carícias saltam do papel
Goteja meu gozo
Como celulose extraída
Da planta bruta que sou.
Interpreta meu prazer.
Sujeita o que sou ao orgasmo do enredo teu.
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Condão
Quando escrevo, não imponho limites: Me derramo, me desvelo, A poesia então num ato de cerzir Emenda minha existência com a dela. ...