quinta-feira, 30 de janeiro de 2020
Sutileza
segunda-feira, 6 de janeiro de 2020
Insônia
domingo, 29 de dezembro de 2019
Ancestrais
Ao redor da fogueira,
vejo as sombras das ancestrais.
O som do tambor, os pés descalços fincados no chão,
As danças circulares, femininas, sagradas,
Estão todas em mim.
Fazem parte do que sol...
Me aquecem,
Me abrasam,
Marcam minha pele.
Não sou o passado,
Mas a história da minha gente me arvoresce, me faz crescer,
Ser.
Sereio o que sou com o auxílio das sereias que vieram antes de nós.
sábado, 28 de dezembro de 2019
livr'amante
segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
Sangue
Meu ventre, em raiz sangra
cada gota
fecunda o ventre da mãe primordial.
Perpassa as eras, as horas, o húmus...
O sagrado feminino,
belo,
forte
íntimo.
Jorra a seiva vermelha de volta ao seu jardim:
jardim das belezas
das delícias,
das deusas,
das poetisas...
quarta-feira, 14 de novembro de 2018
Livro
Carne e papel:
Melanina se mistura à textura
Teu corpo, em folhas
Abrasa minha carne literária.
Tuas carícias saltam do papel
Goteja meu gozo
Como celulose extraída
Da planta bruta que sou.
Interpreta meu prazer.
Sujeita o que sou ao orgasmo do enredo teu.
domingo, 12 de agosto de 2018
Liberdade
terça-feira, 7 de agosto de 2018
F.I.M
Meu corpo está chagado...
Ensanguentado,
Esbofeteado,
Rasgado
Em nome do amor(?).
Olhos chorosos,
Meu pranto é ignorado,
Meu pedido de socorro,
Chiiiiiiu! Não foi e não será escutado...
-Enfim, meu corpo foi executado.
Serei mais uma...
Assassinada, morta na estatística.
Feminicídio. Sangue. Suor frio.
Fim.
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
Mãe, eu quero ser poeta!
Mãe, eu quero ser poeta!
Quero o doce fardo de carregar água na peneira,
De se encantar pelos despropósitos a
E com palavras, peraltagens criar.
Ôh mãe, eu quero ser poeta!
Quero me graduar na ciência
Louca de desenhar versos,
E, me empregar das levezas, bobices e desencantos...
Ah, deixa-me ser poeta...
Deixa-me voar e entrar nos abismos,
Colher as palavras como quem colhe
Frutas adocicadas no quintal.
Ah, mãe...
Não me encaixo no padrão
Sou torta, pássaro selvagem, sem ninho
Mas como o do diabo, o pão,
Pelo simples ato de querer ser poeta!
terça-feira, 17 de julho de 2018
Me tens
Ser humano,
Ser mulher,
Ser poeta
Ser musa,
Ser corpo
Ser poesia:
Ser tua!
Degustar a vibração,
Sentir a energia do bem movimentar.
Dançar, celebrar, servir de inspiração e também se inspirar
Dentre tantos motivos,
Eis que a vida floresce, e sugere:
Mulher, quero ser tua!
-Eu apenas digo: Vida, vem, tu já me tens!
sábado, 14 de julho de 2018
Tatuagem
Feito tatuagem,
Quero ficar no teu corpo:
Sem desbotar,
Sem jamais sair
Nem mesmo apagar.
Quero ser livro, na pele;
Cravar a poesia, na carne;
-um corpo poesível na luz da manhã...
Condão
Quando escrevo, não imponho limites: Me derramo, me desvelo, A poesia então num ato de cerzir Emenda minha existência com a dela. ...